Terei inveja dos alunos de 2030

Tecnologia 3D não é novidade. Desde os anos 80 o mundo é contemplado com tentativas, geralmente fracassadas, especialmente nos seus primórdios, de implementação da chamada “realidade virtual” como fora batizada na época de seu advento.

Creio que os primeiros que tiveram relativo sucesso com o dispositivo (óculos) foram as grandes redes de cinema – especialmente com os filmes de terror – e os parques de diversões.

Hoje o campo da medicina usufrui muito de suas benesses e a arquitetura também.

 

Mas os jogos eletrônicos sempre tiveram enormes dificuldades para viabilizar comercialmente o produto e agora se ensaia uma nova tentativa. Muitos acreditam que o VR da Sony é a melhor tentativa já realizada.

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O que devo concordar.

Confesso que desconhecia as experiências anteriores neste setor de entretenimento e as descobrir meio ao acaso. Fiquei espantado. Sempre achei que a tecnologia exigia um grau de performance e sofisticação que somente na atual era informacional as produtoras poderiam aceitar tal empreitada.O que é verdade e isso explica os insucessos passados. Mas como acreditava que isso era um senso comum nem sonhei com a hipótese de alguém ter se arriscado.

E sempre tem alguém.

Na verdade teve vários. O que me é mais chocante.

Descobrir que a aposta mais emblemática e vexatória, até hoje motivo de chacota, foi o da empresa do encanador italiano viciado em cogumelos.

Falo do Virtual Boy da Nintendo lançado em 1995.

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Pudera. Prestando atenção na imagem já se descobre um dos motivos do naufrágio do projeto. A péssima ergonomia. Imagine jogar uma hora com essa “nave” acoplada na cabeça. Parece até que instalaram um binóculo em um console comum.

Que diferença ao que é apresentado nos nossos dias!

 

 

Mas o que mais me entusiasma nessa evolução não é o vislumbre de ter essa belezinha em casa e ficar imerso em ambientes fantásticos e impossíveis. São as possibilidades que a facilidade de acesso ao recurso podem proporcionar no futuro.

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Pense em uma aula de História na qual você tenha condições de andar, em uma simulação impressionantemente fiel, por entre os campos de batalha da segunda guerra durante as explicações do professor.

Imagine entrar em um museu e navegar junto com Cabral até a chegada em uma ilha paradisíaca habitada por inocentes selvagens. Ou bater um papo descontraído com Napoleão.

Aprender procedimentos cirúrgicos complicadíssimos sem a necessidade de aparelhos ultramodernos e onerosos. Perceber as reações instantâneas da organicidade simulada de um semelhante conforme suas ações, ao invés de lidar com um boneco inanimado e opaco.

Que inveja terei de meus filhos e netos.

Estudar nunca será tão divertido.

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