Na cara dura: casos (e acusações) de plágio envolvendo cinema e literatura

Caros leitores, o tema que saiu este mês da Cartola Cultural é um que acompanha desde sempre o processo criativo: plágio.

Esse assunto sempre gera debate sobre o que é cópia, inspiração, homenagem ou um caso de criptomnésia, quando uma memória é confundida com um pensamento original, exemplo: você leu ou ouviu uma estória há muitos anos e quando sentou para escrever, a reproduziu em palavras sem se dá conta, mudando nomes, cenário, mas mantendo a essência da fonte original.

Um vacilo até perdoável, mas como fazer essa distinção? Muitos não conseguem e nem querem saber. Mete um processo logo de cara assim que se dão conta da semelhança entre as obras.

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Confira alguns casos famosos envolvendo a questão de plágio na literatura e no cinema.

Alguns casos são mais fáceis de identificar do que outros, como parágrafos e frases inteiras sendo copiadas na íntegra, mas quando o argumento da inspiração é invocado, as coisas ficam mais nebulosas.

Ok, frases e parágrafos não foram copiados, mas o tema, o enredo, o conflito central é bem parecido, no mínimo, mudando apenas a roupagem, o que abre brecha para uma discussão que parece não ter fim.

Em outras situações, os “inspirados” ou “copiadores” usam da tática de creditar a fonte que se baseiam, apontam logo de início que se “inspiraram” ou fizeram uma “homenagem” a determinada obra.

Há os que entendem que essa prática nada mais é do que um tributo e coisa banal, rotineira, advogam que todas as estórias servem de combustível criador para gerar mais estórias, portanto, é natural que se verifique similaridades ou repetições. Contudo, há os que defendem que tal tributo sem render uma porcentagem ao autor da ideia original é uma homenagem bem oportunista, afinal, se lucra explorando o trabalho de terceiro.

Plágio ontem e hoje

Ainda não podemos deixar de lado uma hipótese bem plausível em tempos de exibicionismo ao cubo via redes sociais e descaramento inacreditável escorado por criminoso trabalho de desinformação: o acusador identificar similaridades de seu trabalho com uma obra de grande repercussão, mas que não acredite sinceramente que se trate de um caso flagrante de plágio. Apenas vislumbrou uma oportunidade de faturar uma grana ou obter por alguns minutos os holofotes sobre si.

Não importa qual seja o caso, o fato que essa discussão já gerou muito bate-boca que já foi parar nos tribunais, seja no mundo da literatura ou do cinema. Aliás, a presente lista elenca alguns casos “transmídia”, acusações de filmes que copiaram trabalhos literários.

Vale destacar antes que se acha que esse diz-que-me-disse passou a rarear com o tempo por causa das ferramentas digitais que fazem a informação circular com muito mais velocidade do que antigamente, detectando com mais facilidade os textos chupados, o que inibiria essas ações, “achou errado otário”, como diria o poeta das estradas.

Há vários episódios nesse século, alguns ocorreram na presente década, de acusações e confirmações de plágio.

As ferramentas de monitoramento se sofisticaram e aumentaram? Sim, mas as ferramentas que facilitam cópias também.

E tenha em vista o contexto na qual estamos inseridos: trabalho em excesso, prazos curtos, cobranças por desempenho, ansiedade a mil, um esforço tenaz para se mostrar bem sucedido e realizado nas redes sociais, um esforço tenaz para se obter curtidas e comentários, um esforço tenaz para ser visível. Aliam-se pressão, vício e carência para sugerir um comando tentador: control c e control v.

Acresce ainda que as ferramentas anticópias são eficientes, mas não infalíveis e hoje somos massacrados com tanta informação que é cada vez mais comum deixar passar informações relevantes. O excesso de informação acaba desinformando, alienando as pessoas do foco principal, das boas referências.

Bom, mas chega de divagação e vamos ao que interessa:

As obras que foram parar (ou quase) nos tribunais

Segue a lista de obras que deram (e ainda dão) o que falar por causa de acusações de plágio.

Abrimos a lista com:

Nosferatu

Nosferatu é um clássico filme de terror que chegou as telas de cinema em 1922. É considerado o primeiro vampiro retratado no cinema a obter sucesso. Mas o primeiro vampiro, primeiro mesmo a surgir na telona foi em um filme húngaro de 1920, mas suas cópias não sobreviveram para as gerações posteriores e também não recebia o nome de “Drácula”.

Fato que pode pegar muita gente de surpresa, pois o vampiro mais famoso sem dúvida é o conde Drácula e a obra que fez enorme sucesso com o personagem, escrita por Bram Stoker, data do século XIX. Porque não se usaria essa estória tão famosa para retratar um vampiro no cinema? Não parecia lógico que a adaptação teria mais potencial de atrair expectadores por já contar com público cativo de outra mídia?

O nome “Drácula” de fato não foi usado, já o enredo…

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Veja a sinopse do filme de 1922:

Um corretor de imóveis precisa vender um castelo de propriedade de um excêntrico conde Graf Orlock. Descobre, porém, que esse conde se trata de um vampiro milenar que espalha o terror na região de Bremen, Alemanha.

Você que leu o clássico de Bram Stoker sabe, e se não leu, fique sabendo, que essa premissa é idêntica a do livro. Muda os nomes, cargos, localidade, mas a estrutura é a mesma.

Os herdeiros do escritor irlandês não deixaram passar batido, nos dois casos, pois o filme húngaro também resolveu dá uma banana pra esse papo de direitos autorais e copiou na cara dura mesmo.

Disseram os produtores dos longas: “Ou retiram essas  cópias sem-vergonha dos cinemas ou vamos arrancar até a última gota do sangue de vocês”.

Ok, não disseram essas palavras (mas teria sido bem maneiro), porém certamente as que disseram foram em sentido parecido, porque entraram com o caso na justiça e conseguiram que todas as cópias dos filmes fossem destruídas.

Felizmente para o cinema, nem todas do Nosferatu foram destruídas e as que sobreviveram puderam guardar para a posteridade o filme que, apesar dos pesares, não deixou de marcar época. É uma boa adaptação, para os recursos e linguagem da época, do livro de Bram Stoker.

Jungle Taitei (Kimba, O Leão Branco)

A estória de Jungle Taitei, um mangá japonês que conquistou uma legião de fãs nos anos 1950 e que foi apresentado no ocidente como “Kimba, O Leão Branco”, é sobre um leão forte e justo que reinava na savana africana.

O leão é emboscado em uma armadilha arquitetada por um pérfido inimigo e acaba sendo morto. O inimigo toma o poder e passa a tocar o terror na savana e agora cabe ao filho do rei morto, o herdeiro do trono, reconquistar o reino que era de seu pai. Conta para tal fim com a ajuda de um macaco sábio, um pássaro que acompanha o leão e até o espírito do pai morto.

Hmm… Isso lhe soa familiar? Não parece com a história de O Rei Leão?

Na verdade, o que os fãs de Jungle Taitei afirmam desde o lançamento da primeira versão do filme da Disney, 1994, que é a trama de O Rei Leão que parece com a trama de Jungle Taitei.

Parece não: afirmam ser cópia na cara dura.

Fora as semelhanças apontadas, ainda há a similaridade dos nomes dos protagonistas: Kimba e Simba!

Desde então, a mídia japonesa e artistas da comunidade mangaká fazem pedidos para que o criador de Kimba, O Leão Branco, o famoso Osamu Tezuka, pai do Astro Boy, seja creditado na animação da Disney. Mas ocorre que tanto a Disney como o diretor da animação se negam a atender esse pedido, assim como em admitir a cópia do mangá.

Mas e o Tezuka e os herdeiros?

Pois é, apesar de notarem as semelhanças, os herdeiros de Tezuka, o escritor morreu no ano que a produção que viera a se tornar mais famosa teve início, 1989, argumentaram que um processo contra uma gigante como a Disney poderia custar uma fortuna, se perdessem o processo. Fortuna que poderia levar os negócios da família a falência.

Ademais, a relação de Tezuka com o Walt Disney sempre foi muito boa, eram parças. Portanto, os familiares resolveram levar o caso como se fosse uma “homenagem” ao parente mais ilustre.

Como relatado, os fãs não engoliram muito a estória e tentaram fazer com que a produção da dona do Mickey creditasse o criador do Astro Boy.

Não rolou (e pelo visto nem vai rolar).

A Sucessora

E novamente temos um caso em que a parte plagiada resolveu deixar como está. Sinceramente, eu vou ter que dá razão aos plagiadores. É um puta negócio. Eu copio, ganho um caminhão de dinheiro e nem levo processo. Mas que beleza!

O caso, ainda por cima, envolve o Brasil. Mais precisamente envolve a brasileira Carolina Nabuco, filha de nada mais e nada menos do que Joaquim Nabuco, diplomata e fundador da Academia Brasileira de Letras (ABL).

Dona Carolina escreveu em 1934 o romance “A Sucessora”, que trata da inadequação da mulher na década de 1920.

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Você já deve ter reparado que as capas de A SUCESSORA e CHAMA E CINZAS são similares, certo? Essa ideia foi da @fabiyoshikawa, diretora de arte e ilustradora, que partindo do entendimento de que a moda é o retrato de um tempo, sugeriu usarmos os croquis nas duas capas dos livros de Carolina Nabuco. É a história revelada em tecidos, formas e comprimentos. Para ajudar a imaginar as mulheres retratadas em A SUCESSORA, ilustramos, na capa, modelos baseados em croquis de revistas francesas dos anos 1930, que ressaltam a forma feminina e revelam que as mulheres estavam cada vez mais ativas e questionadoras de seu papel na sociedade. Já o final da Segunda Guerra, em 1945, trouxe para a moda a nostalgia da elegância e do glamour perdidos nos anos de combate. O ready-to-wear, inventado pelos americanos durante o conflito, produziu roupas em escala industrial. Então, quando pensamos a capa de CHAMA E CINZAS, imaginamos Nica descendo as escadas do casarão dos Galhardo com sua saia comprida, muito larga embaixo, colante nos quadris, desenhando a cintura fina, provavelmente inspirada em Christian Dior, que apresentou sua primeira coleção em 1947, inaugurando o estilo que a revista Harper’s Baazar denominou de New Look. #editoraindependente #instantesdavida #lertransforma #leiamulheres #autorasbrasileiras #literatura #carolinanabuco #asucessora #chamaecinzas #romance

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O livro tem a personagem Mariana como protagonista. Uma jovem mulher que, após a lua de mel, muda-se para casa do marido, um figurão cheio da grana chamado Roberto Steen. Na nova casa, se depara com o retrato da primeira esposa de Steen, o que a faz se sentir extremamente desconfortável, insegura.

O romance de Nabuco teve grande sucesso no Brasil e não demorou para que ganhasse uma versão em inglês com clara intenção de adentrar o mercado externo. A versão inglesa, para tanto, foi enviada a agentes literários internacionais. Mas para sua decepção, nunca pintou uma proposta de contrato por editora estrangeira e o livro teve que se contentar em circular apenas por aqui mesmo.

Porém, a edição internacional parece que circulou mais longe do que pensava e devia.

Em 1938, a britânica Daphne du Maurier lançou o livro “Rebecca”. Dispensa dizer que a trama do livro guardar similaridades no mínimo “milagrosas”.

Caramba! Que coincidência, do outro lado do mundo, duas pessoas que jamais trocaram palavras escrevem obras tão parecidas e em línguas diferentes. Como esse mundo é cheio de surpresas, não?

Levou Oscar

Para os fãs de Alfred Hitchcock, a estória que o livro narra pode soar muito parecida com o único filme que sagrou o famoso diretor com o Oscar de melhor filme, “Rebecca”.

Mas isso não é mero acaso.

O longa é uma adaptação do livro que ostenta o nome de Maurier na capa.

Ou seja, sim, é muito provável, que um livro de uma brasileira, de forma indireta, inspirou um dos maiores gênios da sétima arte a fazer o filme que finalmente repararia a injustiça histórica de não ter recebido um dos prêmios máximos de seu ofício até então.

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I’ve heard very good reviews about the book I’m kicking August off with. “Rebecca” by Daphne Du Maurier. 😱👰🏻👁🏰💀 “Last night I dreamt I went to Manderley again.” 🥀”With these words, the reader is ushered into an isolated gray stone mansion on the windswept Cornish coast, as the second Mrs. Maxim de Winter recalls the chilling events that transpired as she began her new life as the young bride of a husband she barely knew. For in every corner of every room were phantoms of a time dead but not forgotten—a past devotedly preserved by the sinister housekeeper, Mrs. Danvers: a suite immaculate and untouched, clothing laid out and ready to be worn, but not by any of the great house's current occupants. With an eerie presentiment of evil tightening her heart, the second Mrs. de Winter walked in the shadow of her mysterious predecessor, determined to uncover the darkest secrets and shattering truths about Maxim's first wife—the late and hauntingly beautiful Rebecca.” #rebeccabook #rebecca #daphnedumaurier #romanticsuspense #haunting #haunt #books #booksworthreading #reading #bookstagram #bookshelf #currentlyreading #anthonyaward #novelofthecentury #novel #romance #horror #fiction #ghosts

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Ganha ainda mais força a suspeita do plágio o fato da brasileira ter escrito em suas memórias que os advogados da produtora do filme a procuraram no Brasil.

Isso ocorreu porque, com o lançamento e repercussão do filme, a questão do plágio começou a ser ventilada e ganhou destaque no caderno de literatura do New York Times. A reportagem apontava a incrível semelhança da obra de Nabuco com a da britânica.

Os advogados da produtora, segundo as palavras da brasileira, propuseram uma tentadora quantia em dinheiro se assinasse um termo na qual afirmasse que concordava que as semelhanças poderiam ser apenas uma coincidência.

Ela diz que não aceitou o acordo, mas também nunca foi correr atrás de seus direitos nos tribunais.

Harry Potter

Sim, a supersaga literária e cinematográfica que arrebatou milhões de leitores e expectadores no mundo inteiro. E pior que não foi só uma acusação, foram várias acusações de plágio. Mas se parar pra pensar, tamanha quantidade dá motivo para acender um alerta: muita gente pode simplesmente querer surfar na onda, tentar arrancar uma graninha, conseguir uma manchete, enfim.

É o que acredito em alguns casos.

Então, até para não esticar demais o texto, vou me restringir a apenas um dos casos que considero plausível, o que não quer dizer que seja fato, pois nenhuma das acusações, até hoje, tiveram reconhecimento perante a justiça quanto à legitimidade de suas queixas.

A que levanta mais dúvidas é o reclame da escritora N.K Stouffer. Ela afirma que J.K Rowling, escritora da série Harry Potter, violou os direitos autorais de dois de seus livros.

Preste atenção no título das obras supostamente plagiadas pela britânica: “The Legend of Rah and the Muggles” e “Larry Potter and His Best Friend”.

Um dos títulos você pegou fácil, né? “Larry Potter?”. Sim, é o nome do protagonista do livro de Stouffer. Ele é descrito como um garoto de cabelo negro, que usa óculos e que ajuda seres de outro mundo.

Mermão…

E o lance do primeiro título é a palavra “Muggles” que seria o equivalente a “trouxa” em nosso idioma, o mesmo termo empregado por Rowling para se referir aos humanos do Potterverso que também é empregado para se referir aos humanos na obra da acusadora.

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Detalhe: os livros de Stouffer foram publicados em 1984 e ela fez o questionamento antes da estreia do primeiro filme do bruxo de Hogwarts. Dois anos antes para ser mais preciso.

Como dito, nenhuma das acusações seguiram em frente, a maioria por falta de provas. Mas que é muita coincidência isto é…

Como Opal Mehta foi beijada, ficou selvagem e teve uma vida

Não reconheceu pelo nome? Se não for muito antenado com a produção literária contemporânea provavelmente não ouviu falar desse livro e nem da… escritora?

O livro não chegou a desembarcar no Brasil como provavelmente ocorreria, não só aqui, mas como em diversos lugares do mundo, se não fosse um pequeno probleminha que teve que enfrentar.

O livro de estreia da jovem de 18 anos, Kaavya Viswanathan, estudante de Harvard, virou sensação no mundo de língua inglesa. Intitulado “Como Opal Mehta foi beijada, ficou selvagem e teve uma vida”, o livro narra à estória de uma garota inteligente cujo maior objetivo é entrar na prestigiada Harvard.

A obra ficou por semanas no topo de vendas, chamou atenção de editora grande que logo propôs contrato de publicação.  Chegou a pagar como adiantamento 500 mil dólares.

A queda

No entanto, o que veio repentinamente também se foi na mesma velocidade. Logo alguns leitores começaram a reparar e comentar a similaridade incrível da obra de Viswanathan com outro livro que havia sido publicado meses antes, e que também mostrava bom desempenho nas vendas, de autoria de Megan McCafferty.

Esse trabalho ficcional também tinha como protagonista uma jovem aspirante para entrar em uma faculdade de renome, mas não só isso: jornalistas do meio verificaram que pelo menos 29 passagens do livro publicado pela jovem de Harvard eram muitos semelhantes as do livro de McCafferty.

Questionada, Viswanathan aventou que não era absurda a hipótese de criptomnésia. Ou seja, confessou ter lido o livro da compatriota. O problema que a obra em questão não tinha sido lançada há tanto tempo, logo a leitura também não poderia ter ocorrido por uma janela de tempo considerável. Foi praticamente uma confissão de plágio.

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A nova promessa das letras de Harvard caiu em desgraça, teve o contrato cancelado e nunca mais se aventurou no meio literário.

Resolveu embarcar em outra área.

Adivinha?

Direito, lógico.

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